Sendo aleatória…

Julho 18, 2008

Eu tava aqui pensando… Quando eu era mais novinha (ok, coisa de três anos atrás), eu era looooooouca pra me casar. Lembro que até coloquei isso no meu nick do msn iawiaiwhioawhio. E não lembro o porquê disso. Sei que na época eu tava agoniada mesmo, queria casar a todo custo; acho que era pela sensação de ter uma casa, um lar, alguém pra dividir o lar… Estranho, porque hoje eu não quero mais essas coisas. Ando mais adepta ao ”juntar trapos”, é mais conveniente e não dá trabalho. Se houver uma possível separação, é só cada um ir pra sua respectiva casa.

Enfim, não vim postar sobre casamentos, mas é que me veio na cabeça super aleatoriamente. A questão é que eu tive mais um dia daqueles. Daqueles meeeesmo, que a coisa que você mais quer no mundo é sumir, é arranjar outro nome, é ser outra pessoa, é esquecer tudo que você já viveu. Eu odeio me sentir assim, mas eu não consigo evitar essa sensação porque de vez em quando algo aqui em casa provoca isso. É difícil sentir essas coisas dentro da sua própria casa. Do seu lar. Tipo o que eu falei lá em cima. ”Lar” tem um quê de aconchego, de paz, de tranquilidade. Home. Eu acho a palavra ”home” muito linda hioaeheeih. Eu vivo aqui há 17 anos e de uns três ou quatro anos pra cá, tem dias que eu não me sinto bem. Tem dias que eu quero fugir. Tem dias que eu não sei se essa sou eu. É bem estranho, se você quer saber. Eu queria achar um método de evitar essas coisas. Mas… Se eu estou em pânico comigo mesma, imagine com o resto do mundo.

Odeio ter 17 anos. É a típica idade que o mundo cai nas tuas costas e que, pra cada lado que você olha, você vê a palavra ”pressão”. Minha maior vontade é fazer que nem Click: deixar a minha vida em standby e começar a viver de verdade só ano que vem. Ou então Eternal Sunshine: apagar as coisas da minha cabeça. Eu tenho muita coisa ruim pra apagar. Coisa ruim dentro de mim, coisa ruim que eu sinto nos outros, coisa ruim que me provocam. Ontem me disseram (hehe, amo sujeitos indeterminados) que eu só sou feliz quando eu passo do portão de casa pra rua. Eu esperneei, gritei, fiquei louca. Eu gosto da minha casa. Eu amo todo mundo aqui (e ainda não querem acreditar em mim) e faço de tudo – TUDO – pra aguentar. Mas talvez eu tenha esperneado, gritado, ficado louca, porque eu percebi que isso é verdade. Mas só às vezes. Há dias em que nem a pessoa mais calma e paciente do mundo aguentaria. E eu sei que não sou só eu que quero fugir. Eu sei que não sou só eu que vem aguentando calada.

Não sei se são os 17 anos, mas eu não vejo onde entra minha culpa.

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