Lost and lost and lost

Julho 26, 2008

Nem assim, nem assim eu páro de te ver como copycat. Eu li sobre umas patologias estranhas relacionadas ao assunto e confesso: tenho medo.

Será que essas coisas que acontecem comigo é por falta de fé nessas coisas de santo etc? Porque eu só acredito em Deus, cara. O resto pra mim é simplesmente muito estranho e muita viagem pra eu acreditar. Mas sei lá, é a única explicação. Minha mãe comentou hoje que só não ficou nervosa e claustrofóbica na hora da ressonância porque começou a rezar e pedir forças pra Jesus, Maria etc. Mas vai que é porque ela tá acreditando em algo… Então, jogaram macumba pra cima de mim, só pode! Na hooooora que eu me vejo bem, vem um pensamento ruim na cabeça. É sempre assim!

Como diria o Charlie, eu só queria parar de pensar, de vez em quando.

Não sei se é porque eu venho escutando muito Fingertips, da Katy Perry, esses dias, mas eu tenho estado com um espírito tão… forte. Faz dois dias que eu finalmente voltei a respirar em paz, e foi quando eu vi que eu realmente estou feliz. Eu acho que minha crise de choro me ajudou a colocar meus demônios pra fora. Não vou mentir: passei mais de duas horas chorando sem parar. E tudo começou quando minha amiga abriu o coração dela sobre uma certa pessoa e falou tudo que eu já sabia. Foi quando eu me toquei que eu também amo muito, e que eu estava em falta com uma pessoa que eu amo. E que eu amo muito uma pessoa. E que eu nunca esqueci de que, o que eu mais queria no mundo há um ano, eu desisti. Desisti por bobagem. E sou muito boba e fraquinha, às vezes. Mas eu nunca esqueci e vou remoer isso pra sempre. Eu vou ler algumas coisas e vou remoer. Eu vou escutar uma música e vou remoer (e essa música vai ficar guardada pra sempre em mim e eu nunca vou dedicá-la a ninguém; quem sabe um dia). Eu vou ver as coisas acontecendo e vou remoer.

Não sei o porquê de tudo isso ter aparecido de uma vez. Foi meio que do nada, mas me ajudou muito. Eu ando bem, saindo com os amigos, fazendo comida, dormindo pra caramba e ficando online a maior parte do tempo. Mas tem uma coisa me incomodando e eu não consigo definir o que é. Não, não é bem isos. Eu consigo saber os vários fatores que me incomodam, mas eu não sei porque eles existem. Eu tô com muita raiva. Hoje eu me peguei pensando nessas paradas de amar amigo e tal, e eu cheguei à conclusão de que eu levaria um tiro por todos eles. Profundo, né?! Hiahieoe, enfim… O que me entristeceu foi ver que tinha um que eu não levaria. Não no momento. Eu tô vendo uma crise vindo e não sei se eu aguento. Minha maior vontade é soltar os cachorros, mas eu não posso fazer nada, só continuar sendo infantil e ignorando, sendo cínica como eu consigo ser na maior parte do tempo, fingindo que não tem nada errado – quando faz tempo que tem – e vivendo assim… Cara, eu preciso de um chute.

Voltande à parte da amiga que abriu o coração, eu também tenho pensando muito em uma conversa que tivemos. Sobre asilos (se ela ler isso um dia, vai rir). Sobre não saber o que é felicidade, ou talvez saber e nem se tocar disso. Eu sempre achei que a felicidade estivesse nos pequenos momentos, mas ás vezes eu acho que esses momentos tem que ser grandes pra mim. Olha, eu sempre fui muito confusa. Eu posso ter ceretza absoluta de uma coisa agora, mas amanhã eu posso estar em crise por não saber o que é certo. Odeio isso! Odeio ter que pensar tanto na vida… Talvez eu não esteja curtindo o momento, o hoje, como eu deveria, e isso é horrível. Eu vivo querendo viver o amanhã, sempre. Eu penso demais no amanhã e esqueço do meu hoje.

Detesto ser assim. Se eu pudesse, mudava isso, de vez. Além de me fazer mal, faz mal pros outros. E como faz. E como vai fazer…