Post clichê
Agosto 27, 2008
E depois da tempestade, dos trovões e dos corpos em alto mar… A gente sempre consegue chegar na praia, né? Morto, vivo. De qualquer maneira, acabamos chegando. Então, nos deitamos sobre a areia e percebemos como o brilho do Sol é lindo – nunca tivemos tempo pra reparar nele -, como o céu claro é belo e calmo e como, mesmo depois da tormenta, algumas coisas valem a pena.
Vale a pena acordar todo dia, mesmo sabendo que o dia vai ser difícil, que vão encher seu saco, que você vai chegar em um nível de irritação tão alto que você vai se perguntar se colou chiclete na Santa Ceia. Vale a pena lutar pelas coisas, porque você tem pelo quê e por quem lutar, e só isso já vale o esforço. Vale a pena aguentar um montão de coisas, se a gente for analisar. Se a tempestade foi muito violenta, é porque tinha algo muito bom aguardando a gente. Ninguém sofre por acaso, ninguém passa por provações por acaso. Eu acho mesmo que tudo tem um porquê.
Eu nem sei porque vim escrever isso, mas deu uma vontade! Eu tô feliz como eu não fico há muito tempo. Apesar de algumas coisas (leia-se: falta de fé em mim e nos outros, sentimento de que algumas pessoas realmente não têm fé em mim – o que acaba me derrubando -, saco cheio, vontade de que esse ano termine logo, trechos negritos de Caio F., e mais uma série de problemas), eu tô conseguindo ficar feliz. Como diria meu amor, Charlie:
So, if this end up being my last letter, please believe that things are good with me, and even when they are not, they will be soon enough. And I will believe the same about you.
Tudo fica bem. Sempre fica bem. Não importa por quantas situações difíceis você teve que passar, você sempre tem sua recompensa. E mesmo que venham mais e mais tormentas, você sabe que é forte o suficiente pra vencer todas as malditas ondas que insistem em te derrubar. Elas não vão te fazer cair. Nossos desejos bem maiores e fortes que elas.
E sempre vão ser.